Eu olho da janela do meu quarto o cair da chuva. Logo me entristeço ao me lembrar nós. Nossas brincadeiras debaixo de chuva, nossos beijos quentes logo ficaram frios com a chuva entre nossos lábios. Cabelos e roupas encharcados pela água da chuva. Bons tempos, aqueles que nunca vão volta. Num instinto assassino eu abro a janela do meu quarto no 2º andar e pulo. O som do baque de minha queda foi mais silencioso do que imaginava. Eu passo a mão pelo joelho esquerdo e vejo o sangue se misturar com a água. E então, mais um ingrediente é adicionado, minhas lágrimas. Sinto o gosto salgado de minhas lágrimas misturarem-se com o cheiro de ferro do sangue que escorre das minhas feridas. Mas o mais ferido de todos era o meu coração. Eu chorava sentada no chão, enquanto a chuva caia sobre mim. Quando alguém me pegou no colo, achei que fosse papai, mas era você. As lágrimas secaram, mas meu rosto continuou molhado de chuva. Abracei-te forte, para constatar que você estava realmente ali e você sumiu. Abri os olhos e a chuva caia forte fazendo barulhos no teto. Toquei-me. Eu estava seca. Nenhum ferimento no joelho. Então eu chorei, foi um sonho. Parei de chorar ao ouvir o bip do meu celular, procurei este entre as cobertas e achei. “ Uma nova mensagem – número desconhecido”. Fiquei receosa se abrir a mensagem, mas acabei por fazer isso.
“Eu te amo, nunca se esqueça disso – do seu amor”
Mais lágrimas rolaram por meu rosto, dessa vez de felicidade.



Noossa, eu amei amei amei demaais *-*